Iniciativas APCC

Ações de Prevenção Primária e Secundária de Cancro da Pele junto dos pescadores da Nazaré com o apoio da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC)

A exposição solar crónica e cumulativa ao longo de toda uma vida é suficiente para causar em idades mais avançadas o aparecimento de cancros de pele. Dentro deles destacam-se os carcinoma basocelular e espinocelular este muitas vezes precedido de queratoses actínicas, lesões précancerosas expressão da exposição solar cumulativa. Sendo os mais frequentes, não têm o prognóstico de mortalidade do melanoma, sendo frequentemente curáveis com cirurgia, mas são responsáveis por morbilidade significativa pelo tipo de reconstrução cirúrgica que muitas vezes exigem nomeadamente na face, orelhas ou couro cabeludo locais mais frequentes da sua incidência.
No âmbito de projeto apoiado pela Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo uma equipa de dermatologistas, constituída pelos dermatologistas Dr César Martins e Drª Ana Filipe, ambos do Hospital de Santarém, deslocou-se, no passado dia 16 de Dezembro de 2018, ao porto da Nazaré numa ação de sensibilização dos pescadores para os efeitos prejudiciais do sol. Foram distribuídos panfletos sobre medidas preventivas, chapéus e camisolas.

 

   


Foram rastreados cerca de 30 pescadores tendo sido possível detetar vários com queratoses actínicas que foram orientados para tratamento adequado em curto espaço de tempo. O Carcinoma basocelular aparece como um pequeno nódulo com incidência mais frequente na cabeça, pescoço ou mãos, áreas habitualmente expostas á radiação solar.


Desenvolve-se lentamente formando, numa fase já tardia, uma crosta ou ocasionando hemorragia.
Embora este cancro não se dissemine pelo restante organismo, processo denominado metastização, invade as estruturas subjacentes. Quando localizado junto de estruturas anatómicas nobres, como por exemplo o globo ocular, se não for detetado e tratando atempadamente invade em profundidade com destruição das mesmas podendo inclusive levar à perda do globo ocular e consequente cegueira.
O diagnóstico é clínico e com o apoio de dermatoscopia, aparelho de imagem usual em dermatologia, é possível caracterizar a lesão e delimitar de maneira mais adequada os limites da mesma que deve ser toda excisada e enviada para exame anatomopatológico. Quando detetado numa fase inicial o tratamento cirúrgico dos cancros da pele é simples e eficaz. Em queratoses actínicas é possível efetuar tratamento destrutivo com frio (criocirurgia com azoto liquido) ou calor (electrocirurgia ou Laser CO2) sendo por vezes complementado ou tratada área circundante de risco com tópicos adequados.
Quem já teve um um cancro da pele tem maior predisposição para o desenvolvimento de outro, pelo que deve ser controlado periodicamente.

Dado o êxito desta iniciativa esta equipa voltará à Nazaré e, com o eventual apoio dos médicos de Medicina Geral Familiar locais, pretende-se abranger uma casuística maior desta população de risco acrescido com anos de trabalho ao ar livre.

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